Uma das nobres tarefas que a escola pode assumir é a de formar ou incentivar  mediadores de conflitos. Ensinar  alunos, professores, pais, gestores, comunidade do entorno, enfim, a mediar conflitos não é tarefa simples, mas, extremamente, importante e urgente. Ao considerar que a violência familiar e, por extensão, a social  entram na escola misturando-se à própria violência que esta produz, percebemos o quanto essa tarefa é essencial.
 
Cada pessoa na escola pode assumir a mediação para resolver um conflito. A mediação tem no diálogo sua maior expressão. O princípio da mediação evita ou ajuda a resolver conflitos, desavenças, brigas conversando com as partes envolvidas. A prática de conversar sobre o que motivou o conflito e como ele pode ser resolvido pelos envolvidos faz acumular a experiência necessária para que o sujeito seja um mediador.
 
Conciliar interesses para administrar dores, através da análise e reflexão de situações extremadas, pode evitar a violência motivada, muitas vezes, por causas fúteis. Na formação de mediadores, não precisaremos utilizar processos sofisticados nem ritualizados. Em uma roda de conversa, o tema principal é apresentado e as pessoas são incentivadas a falar o que pensam sobre a questão. Para começar, explorar as inúmeras possibilidades semânticas do que é "mediação de conflitos". A conversa pode levantar questionamentos bem específicos: como ser um mediador de conflitos, quem pode ser e que habilidades precisa construir ou demonstrar um conciliador, em seguida, por que essa tarefa é importante no meio em que vivemos, quais situações próximas exigem a atuação de um mediador e o que podemos evitar com a prática da mediação de conflitos.
 
Podemos encontrar muitos obstáculos ao longo desse caminho, os resultados não são imediatos, mas acontecem e são significativos para os envolvidos. Smiley piscando