É inerente ao homem a capacidade de mobilizar competências e habilidades específicas para a resolução de problemas cotidianos. A necessidade pode despertar a vontade em atuar de forma que se possa compreender qual situação afeta nossa vida trazendo condições adversas ao que desejamos ou precisamos fazer. Diante de um problema real ou imaginário, começamos a analisar a dimensão da questão e o quanto ela nos afeta, como e quais competências e habilidades temos e podemos adquirir para solucionar aquilo que, de alguma forma, nos afeta.
 
Estar ocupado com a questão e mapeá-la com o objetivo de  entendê-la envolve processos de reflexão contínua: que questão é essa, por que estamos envolvidos com ela, o que ela nos trará e por quê, como podemos atuar em relação ou a partir dela, qual o sentido do que estamos analisando na vida  prática, o que podemos conseguir  e o que perderemos com a resolução desta, se essa investigação é interessante e faz sentido para nós, e tantas outras variáveis que podem ser levantadas a partir desses questionamentos iniciais.
 
Registrar a situação, os questionamentos e os direcionamentos apontam  passos importantes na construção de um projeto de aprendizagem. Dessa forma, temos uma situação-problema real, de nosso interesse, que nos mobiliza, que nos interessa ver solucionada porque nos trará algum tipo de benefício e na qual seremos sujeitos ativos, produtivos no sentido de projetar e reformular nossos passos enquanto nos ocupamos da questão.