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Luz...

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Mediação de Conflitos

Uma das nobres tarefas que a escola pode assumir é a de formar ou incentivar  mediadores de conflitos. Ensinar  alunos, professores, pais, gestores, comunidade do entorno, enfim, a mediar conflitos não é tarefa simples, mas, extremamente, importante e urgente. Ao considerar que a violência familiar e, por extensão, a social  entram na escola misturando-se à própria violência que esta produz, percebemos o quanto essa tarefa é essencial.
 
Cada pessoa na escola pode assumir a mediação para resolver um conflito. A mediação tem no diálogo sua maior expressão. O princípio da mediação evita ou ajuda a resolver conflitos, desavenças, brigas conversando com as partes envolvidas. A prática de conversar sobre o que motivou o conflito e como ele pode ser resolvido pelos envolvidos faz acumular a experiência necessária para que o sujeito seja um mediador.
 
Conciliar interesses para administrar dores, através da análise e reflexão de situações extremadas, pode evitar a violência motivada, muitas vezes, por causas fúteis. Na formação de mediadores, não precisaremos utilizar processos sofisticados nem ritualizados. Em uma roda de conversa, o tema principal é apresentado e as pessoas são incentivadas a falar o que pensam sobre a questão. Para começar, explorar as inúmeras possibilidades semânticas do que é "mediação de conflitos". A conversa pode levantar questionamentos bem específicos: como ser um mediador de conflitos, quem pode ser e que habilidades precisa construir ou demonstrar um conciliador, em seguida, por que essa tarefa é importante no meio em que vivemos, quais situações próximas exigem a atuação de um mediador e o que podemos evitar com a prática da mediação de conflitos.
 
Podemos encontrar muitos obstáculos ao longo desse caminho, os resultados não são imediatos, mas acontecem e são significativos para os envolvidos. Smiley piscando
 
 
 

Chapeuzinho Vermelho

" Pela estrada a fora, eu vou bem sozinha
Levar esses doces para a vovozinha
Ela mora longe, o caminho é deserto
E o lobo mau passeia aqui por perto
Mas à tardinha, ao sol poente
Junto à mamãezinha dormirei contente"
      (Braguinha)
 
Por Mariana Sousa, a Princesinha prima de outra Princesinha, Clara Sousa… em breve no mundo das blogueiras.Presente com laço
 

Projetar

É inerente ao homem a capacidade de mobilizar competências e habilidades específicas para a resolução de problemas cotidianos. A necessidade pode despertar a vontade em atuar de forma que se possa compreender qual situação afeta nossa vida trazendo condições adversas ao que desejamos ou precisamos fazer. Diante de um problema real ou imaginário, começamos a analisar a dimensão da questão e o quanto ela nos afeta, como e quais competências e habilidades temos e podemos adquirir para solucionar aquilo que, de alguma forma, nos afeta.
 
Estar ocupado com a questão e mapeá-la com o objetivo de  entendê-la envolve processos de reflexão contínua: que questão é essa, por que estamos envolvidos com ela, o que ela nos trará e por quê, como podemos atuar em relação ou a partir dela, qual o sentido do que estamos analisando na vida  prática, o que podemos conseguir  e o que perderemos com a resolução desta, se essa investigação é interessante e faz sentido para nós, e tantas outras variáveis que podem ser levantadas a partir desses questionamentos iniciais.
 
Registrar a situação, os questionamentos e os direcionamentos apontam  passos importantes na construção de um projeto de aprendizagem. Dessa forma, temos uma situação-problema real, de nosso interesse, que nos mobiliza, que nos interessa ver solucionada porque nos trará algum tipo de benefício e na qual seremos sujeitos ativos, produtivos no sentido de projetar e reformular nossos passos enquanto nos ocupamos da questão.

Barulheira danada

Aulas barulhentas podem despertar muita suspeita em que não está por dentro, ou entre as quatro paredes de uma sala de aula, por exemplo. Trabalhar com oralidade pode render uma "barulheira danada" dentro e fora da aula.  Eh, mas nem toda "barulheira" é sinal de confusão, tumulto. A garotada, quando bem motivada e orientada pode conversar e aprender muito. Aprendi uma dinâmica de trabalho bem simples com os Tutores da Microsoft há um tempo desse: a conversa entre pares.
 
E olha, sempre que experimento essa vivência com jovens estudantes, a sensação é de que a construção da aprendizagem passa por "picos" barulhentos alternados com silêncio para entender o próximo passa "do que faremos" para extrairmos mais aprendizagem e satisfação do objeto de estudo com o qual estamos envolvidos.
 
Nada como uma boa conversa, não acham?  Smiley piscando
 
 

Espaço natural e geográfico

O espaço natural que nos cerca tem muito pouco de natural. As modificações feitas por nós, humanos, neste espaço natural são tantas e tão frequentes que hoje é muito difícil identificar os elementos que não sofreram alterações provocadas pelo homem.
 
Dessa forma, vamos avançando em espaço geográfico, aquele misto de modificações feitas no espaço físico e social para preservar nossa espécie. Isso nos leva a reconhecer que o brasileiro ainda mora muito mal. Construir uma habitação decente no Brasil implica em considerar tantos fatores que, no final das contas, morar mal parece regra. Esse fato se confirma em tragédias como a que está acontecendo em Pernambuco e Alagoas.
 
Moro em Pernambuco e daqui as coisas parecem muito mais trágicas porque estou falando daquilo que acompanho mais de perto, se considerar os amigos que moram em outros estados/regiões do Brasil. A invasão das águas dos rios que "estouraram" expõe como nossa casa é pensada de forma imediata: queremos um lugar para morar, guardar nossas coisas, fazer nossas refeições, descansar e… um lar é mais que isso! É dignidade, mínimo de conforto, é o lugar pra onde voltamos quando encerramos nossa joranada diária pelo sobrevivência no mundo.
 
Não creio que fomos criados só para sobreviver. Então acompanhar o olhar perdido das pessoas que perderam tudo é lição que faz refletir sobre moradia, espaço, política pública, dignidade de estar bem, de morar bem. Nossa casa, nosso lar: que possa ser o mais perto do natural possível. Não dá pra morar em áreas de risco, mas tanta gente mora, não é mesmo? Tragédias assim nos mostram um jogo difícil de ser vencido pelos mais humildes: nosso país, e o Nordeste como repetição, é um celeiro de enormes desigualdades sociais. Não é diferente quando falamos em espaço natural ou geográfico. Muitas vezes só quem não tem onde morar é que constrói casa por onde passa um leito de rio, por exemplo, ou quem não sabe sobre como planejar seu lugar de morar. Se não sabe é porque faltou informação: da família, da escola, do poder público? Por que será que tanta gente não tem acesso a esse tipo de informação tão valiosa? A resposta não é tão desconhecida por nós, creio.
 
E a desigualdade no jeito de fazer a casa revela abismos sociais, se falarmos do lugar então… em áreas de risco, no leito do rio, dentro ou em cima de um lixão: isso é lugar onde gente deve morar?
 
Só não é desigual a solidariedade do brasileiro que  ajuda as vítimas dessa tragédia enviando carinho em forma de donativos. Agradeço a todos que estão ajudando nossos irmãos que perderam tudo… até seus sonhos, e é ruim demais quando sonhos são perdidos porque as outras coisas a gente vai trabalahndo e repondo, mas sonhos… só mesmo a solidariedade e o carinho do nosso próximo pode nos ajudar a trazer outros sonhos pra recomeçar…
 
Um grande abraço de luz a todos e que o sol brilhe cada vez mais ajudando  as grandes águas a secarem!

Escola Refém

 
Em nome do "politicamente correto", a escola vem se tornando refém de muitos de seus alunos. Já vi esse fato acontecer com a família: mães e pais que fazem todas as vontades dos rebentos para que os mesmos não chorem, esperneiem ou gritem. A ausência dos pais abre espaço para culpas que dão lugar à permissividade. Com a escola isso parece se repetir.
 
É claro que cada escola vai buscando o seu caminho e tem sua forma de lidar com os problemas. Inúmeras são as iniciativas que resultam em sucesso, mas não podemos deixar de perceber e admitir que em bom número a sala de aula está virando campo de batalha. É uma luta sem vencedores e que deixa sequelas profundas…continuo depois…Smiley surpreso 

Demorei…

Demorei a passar porque aqui…mas, logo, logo estou de volta!
A escola atual precisa se reinventar. Trabalhar com blocos disciplinares, fragmentando ou confundindo o conhecimento com acúmulo de informações, não parece um caminho coerente com as exigências do século XXI para alunos e professores. Segundo Educardo Chaves, no artigo Educação orientada para competências e currículo centrado em problemas, uma educação orientada para competências deve desenvolver, em continuidade com a competência e habilidade que o aprendente vinha desenvolvendo, competências na absorção, transmissão, análise e acesso à informação, competência epistemológica, ética e estética, na compreensão leitora, no relacionamento interpessoal e no plano pessoal, além da competência de gerenciar a própria vida ao longo de suas diferentes fases.
 
As habilidades exigidas para a construção de uma competência variam de acordo com o contexto social e histórico, econômico e educacional de cada pessoa envolvida nos processos de ensinar e aprender, dentro e fora da escola. As exigências de nosso século não são nada simples para educadores e alunos. Devido às exigências que nos são impostas, é possível inferir que só a absorção de informações não constrói conhecimento. Daí porque a escola de hoje não está conseguindo contribuir tanto quanto deveria para a formação de pesquisadores, de profissionais, de pessoas, enfim, mais felizes. Enquanto distanciar-se das exigências de seu tempo e demorar para se reinventar, essa escola será reprodutora de abismos sociais e os sujeitos mais ligados a ela, educadores e alunos, exercerão dentro da escola, práticas sem sentido , ao tempo em que terão dificuldade de dar conta das competências impostas pela Sociedade do Conhecimento.
 
O trabalho a partir de projetos inovadores pode ajudar os sujeitos, na escola, a redimensionar práticas e teorias que passem a fazer mais sentido e que contribuam, de fato, para a formação de competências importantes que nos são exigidas, sobretudo, fora da escola. Um projeto inovador busca desenvolver competências melhor visualizadas na maior ou menor habilidade de o sujeito lidar com o problema que precisa solucionar. Este projeto buscará transformar uma dada realidade, sempre para melhor.